
Eu sei que estou atrasadérrima com minhas reflexões sobre o Profissão Reporter da última semana, mas mesmo assim o assunto ainda repercute em alguns blogs (como o da
Lu Francesa e da
Selma) e na minha cabeça.
Neste link, vc pode assistir os vídeos do programa. Chorei com a tristeza dos anoréxicos. Muito triste. Não ter uma imagem corporal bem definida e real leva a isto. Mas outras coisas me entristeceram mais: a despedida de comilança da futura gastroplastizada e a bulímica.
Vou usar da metáfora para me fazer entender: faço minhas malas e invisto toda a grana que guardei na vida, todas as horas extras, passeios que não fiz, em um destino que me prometeram ser o melhor de todos. Lá eu teria um mundo feliz, cheio de alegria e conforto, passeios deliciosos, cheios de sentimentos felizes e esqueceria desta vidinha cheia de problemas que levo aqui. Pois bem, chegando lá, nada é como me disseram, tudo é de péssimo gosto, sem o conforto prometido, sem o aconchego esperado, sem a beleza que disseram. Minha amiga ou amigo leitor, vc faria o quê diante disso? Um despedida animada do lugar onde vc foi, ou cataria suas coisas o quanto antes para voltar para sua vidinha cheia de problemas, mas é sua e no fundo, vc até sente falta??? Como sempre digo desde de quando estourou a gastrolplastia como tábua salvadora dos obesos, se faz uma operação no estomago, não no cérebro. Vc emagrece sim, mas o que vai te fazer magro para toda vida é sua cabeça. Se ela não emagrecer junto, os quilos voltam. Uma cabeça magra não vive num corpo gordo e um corpo magro não sobrevive a uma cabeça gorda.
Outro ponto que me tocou, por sentir na pele sempre, foi o caso da bulímica. Vcs viram a cara dos repórteres na hora que a moça levantou para vomitar??? Pois é, eu fico com aquela cara quase sempre. Como todos sabem tenho várias pessoas gastroplastidas p´roximas de mim e cada reunião para comer é sempre um senta e levanta para ir ao banheiro sem fim. Todo mundo sabe o que está acontecendo ali. Eu me sinto constrangida com isso...
Mas cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...
Ontem uma prima veio nos visitar e a gente não se via desde 15 de janeiro. Quando me viu gritou: "não acredito que vc emagreceu e eu engordei 5 quilos!!! " Até seria engraçado se ela já não estivesse muito acima do peso. Tudo meio na brincadeira, mas mesmo assim senti que meu emagrecimento lhe pertubava. Pela primeira vez não fiquei alegre em estar mais magra. Ela me perguntou o que eu estava fazendo para emagrecer. Comecei a explicar o método e ela:
"ah, não, comer só três vezes nao dá, vou desmaiar, vou passar fome tenho que comer 6 vezes!" "Mas eu não como muito!"
"Jantar às seis e não comer mais nada?"
"Tenho que tomar um iogurte a noite para substituir meu sorvete!"
Daí caiu a ficha. Porque eu estava me sentindo culpada em ter emagrecido e ela engordado, diante de um quadro deste? O que ela fez neste periodo para mudar? Será que ela quer mudar? Até onde vai a vontade da mudança??? Será que um sorvete a noite é mais importante do que eu???
Emagrecer é criar novos hábitos e se amar por isso. No começo de janeiro quando passava na frente de bares e via o povo bebendo comendo e se divertindo, morria de vontade de estar ali. Hoje passo e penso que existem coisas melhores a serem feitas. E que não preciso de comida para ser feliz.
Sábado só bati perna com a família. Domingo levantei e corri para a esteira. Andei uma hora, 5km. Hoje idem. Já andei mais uma hora e quero ir na academia a tarde. Meu objetivo
é fazer uma atividade física 6 dias na semana. Domingo é dia de descanso. Quero chegar a minha meta até o final do mês. Tenho duas pesagens até lá e tenho que emagrecer 1,700 em cada uma. É apertado, mas vou me esforçar para conseguir.
Comprei um espelhão aqui para casa. Agora tô feliz! Consigo me arrumar e olhar toda a produção; Ai que delícia! Também tô fazendo meu exercício da auto imagem. ô beleza.
Hoje vou tentar visitar todas.
As novis são essas...